Abel Maia defende alterações na Procissão da Senhora de Antime: “Não para acabar com as tradições mas para lhes dar vida”

Foto: Orlando Pereira Abel Maia defende alterações na Procissão da Senhora de Antime: “Não para acabar com as tradições mas para lhes dar vida”

Fazer uma missa campal em frente à Igreja Nova de S. José, no final da Procissão de Nossa Senhora de Antime, com os andores virados para a multidão, em que os pés dos fiéis fossem acolhidos num tapete de flores em que estivessem representadas todas as zonas da paróquia, são algumas ideias que o padre Abel Maia defende para dar “mais vida” a esta majestosa romaria que anualmente ocorre em Fafe, no segundo fim-de-semana de Julho.

Entende também que depois do encontro na Ponte de S. José as imagens da Senhora deveriam seguir juntas até à Igreja e que a despedida da Senhora da Misericórdia, na Igreja de S. José, deve acontecer de uma forma mais calma e ponderada.

O moderador da Paróquia de Santa Eulália ressalva no entanto que “a Festa da Senhora de Antime é uma festa do arciprestado e, por isso, se alguém tem que fazer alguma alteração a nível geral é o Arcipreste. A Paróquia de Santa Eulália apenas se incorpora na festa”, lembrou. Considera no entanto que há necessidade das partes envolvidas na realização da procissão conversarem, no sentido de melhorarem as próximas edições. “Há coisas que podem estar bem, ou podem estar mal, e não me compete a mim mudar como pároco de Fafe, compete às comissões e ao pároco que está metido nisto ver qual é a melhor maneira de fazer. E o ideal é que entre nós conversemos, vejamos como é que se pode caminhar, não para acabar com as tradições mas para lhes dar vida”, disse ao Notícias de Fafe.

 

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