Abel Maia pediu para se desligar dos trabalhos pastorais até se sentir recuperado
“A Arquidiocese acolheu com serenidade a notícia do arquivamento. Aceitou também o pedido do Pe. Abel Maia, feito de modo insistente, de se desligar dos trabalhos pastorais na comunidade paroquial de Sta. Eulália até se sentir recuperado de toda a pressão social a que se viu sujeito durante cerca de um ano”, lê-se numa comunicado emitido esta tarde pela Arquidiocese de Braga.
Na sequência da informação veiculada ontem do arquivamento do inquérito aberto contra o padre Abel maia, a Arquidiocese de Braga, que lembre-se, havia decretado a suspensão do responsável pela Paróquia de Santa Eulália em Fafe, emitiu esta tarde uma comunicado, começando por lembrar a posição tomada em Novembro passado. "A Arquidiocese de Braga, tendo conhecimento da notícia veiculada pelo jornal Correio da Manhã do dia 27 de Novembro de 2014...por razões de prudência pastoral, de serenidade na investigação e até que todas as dúvidas se dissipem, a Arquidiocese ordenou ao Rev.do Pe. Abel Joaquim Martins Maia a suspensão da actividade pastoral que vinha exercendo em favor da comunidade de Sta. Eulália de Fafe e não deixará de colaborar com as instâncias judiciais”.
Ontem, “tivemos conhecimento de um Despacho, datado de 01/07/2015, do Ministério Público no DIAP da Comarca de Porto Este (Penafiel, 1.ª secção), onde se lê que o mesmo Ministério “determinou o arquivamento de processo de inquérito” no qual o Pe. Abel Joaquim Martins Maia “estava denunciado da prática de factos susceptíveis de integrar os crimes de abuso sexual de crianças e de actos sexuais com adolescente”. Ficou ainda claro, neste Despacho, a “ausência de indícios de se terem verificado os factos denunciados”, lê-se no comunicado.
A Arquidiocese afirma, agora, que “acolheu com serenidade a notícia do arquivamento” e que "aceitou também o pedido do Pe. Abel Maia, feito de modo insistente, de se desligar dos trabalhos pastorais na comunidade paroquial de Sta. Eulália até se sentir recuperado de toda a pressão social a que se viu sujeito durante cerca de um ano”.
Lembre-se que Abel Maia foi acusado de crimes de pedofilia por Roberto Sousa, antigo sacerdote de Canelas, em Vila Nova de Gaia. Por despacho datado de 01.07.2015, o Ministério Público no DIAP da Comarca de Porto Este (Penafiel, 1.ª secção), determinou o arquivamento de processo.
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