Agostinho Bento: "Queremos ser grandes com todos os adversários"

Foto: Carlos Rui Abreu Agostinho Bento:
No rescaldo da surpreendente eliminação da Taça de Portugal aos pés da Naval 1.º de Maio (3-2), o treinador da AD Fafe, Agostinho Bento, falou ao NF daquilo que considerou ter sido “um grande tropeção” na Figueira da Foz, prometendo coragem, atitude diferente e uma “resposta cabal” na Madeira, onde o Fafe defronta o União esta quarta-feira, pelas 16h00, em jogo da 9.ª jornada da segunda liga de futebol.
“Nem nos piores cenários pensei que pudéssemos ser eliminados. Sinto que não fui capaz de motivar a equipa de forma conveniente. A equipa que entrou em campo teria mais que competência para ganhar o jogo. Não tivemos os comportamentos mentais que estamos habituados, mas que não irão voltar a acontecer, pelo menos enquanto for treinador”. “Nós jogámos em função do nosso adversário, a mentalidade estava focada para jogar com um adversário acessível e teoricamente facilitámos. Quando iniciámos o jogo com o Portimonense, também jogámos em função do adversário, não porque ele desse essa indicação, mas porque era um adversário forte e a equipa entrou receosa. Não podemos pensar nisso”, acrescentou Bento, que reconhece dificuldades para o jogo desta quarta-feira. Apesar de atribuir favoritismo ao União, Bento garante um Fafe de ‘cara lavada’ contra os insulares. “Iremos jogar de peito aberto, corajosos, sempre humildes e sabendo da nossa valia. Temos de dar a resposta que estamos habituados. A que demos domingo não foi a melhor, mas quarta-feira (amanhã) será uma imagem completamente diferente e sairemos de cabeça erguida, independentemente do resultado” afirmou, ao NF. Antes da partida para a Madeira, Bento deixou a garantia: “Não vou falar do União da Madeira à equipa, nem lhe vou dizer absolutamente nada sobre o União. Somos grandes quando queremos e somos pequeninos quando queremos. E queremos ser grandes com todos os adversários. O União não vai entrar no balneário até ao jogo. É o foco no que o Fafe pode fazer. E podemos fazer muito”, concluiu. Já João Nogueira, médio fafense, assumiu ter sido difícil encontrar explicação para o sucedido, num jogo que, a dada altura, foi jogado “mais com o coração do que com a cabeça”. “Os jogadores têm de ter a consciência que não se pode repetir”, realçou, ainda. Para o jogo desta quarta-feira, o jogador de 30 anos acredita numa “resposta capaz” dos fafenses. “Temos de defender a nossa imagem. O que vamos mostrar em campo vai ser totalmente diferente”, garante. O Fafe já defrontou o União na pré-época, altura em que perdeu por duas bolas a zero. Agora, é a valer. “São jogos diferentes, mas nós temos de nos preocupar com nós próprios. Vamos respeitar muito o adversário, o União tem boa equipa, mas somos capazes de chegar lá e trazer a vitória” para Fafe, acredita. A comitiva fafense chegou esta manhã ao Funchal e realiza esta tarde um treino de adaptação no Centro Desportivo da Madeira, na Ribeira Brava, palco do jogo desta quarta-feira.

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