“As obras públicas dão-nos muita satisfação fazer”

“As obras públicas dão-nos muita satisfação fazer”

Licenciado em Informática e Matemáticas Aplicadas, Vitor Moreira estreou-se como autarca em 1993 na Junta de Fornelos e a partir de 1998, com José Ribeiro como presidente, passa para o Município, primeiro como secretário, depois como Adjunto e desde 2005 como vereador. Actualmente tem a seu cargo os pelouros das Obras Municipais; Ligação às Juntas; Policia Municipal; Protecção Civil; Fiscalização e Contencioso, Informática e Comunicações, pastas pesadas mas “eu gosto de estar ao serviço da causa pública. Sinto-me realizado quando consigo ajudar os munícipes”, assume em entrevista.

“Nunca pensei ser político mas, não tenho que o negar, gosto de estar ao serviço da causa pública. Sinto-me realizado quando consigo ajudar os munícipes”. É desta forma que Vitor Moreira inicia a entrevista concedida a este semanário, em jeito de balanço do mandato que vai praticamente a meio e que considera positivo. “Acho que podíamos ter feito mais no geral acho que está a correr bem. Espero que venha mais dinheiro para que no próximo ano possa realizar mais coisas e dizer que deixei de ter projectos em cima da mesa”, disse o NF. Vitor Moreira lamenta que o novo quadro comunitário “não tenha trazido nada de novo para nos permitir ir mais além … devíamos ter cinco vezes mais capacidade de investimento porque projectos não nos faltam”, disse na entrevista onde defende que as vias municipais do concelho se estão a degradar, “daqui por quatro, cinco anos, vão precisar de uma séria manutenção”, disse. Ao nível de obras públicas, revela em entrevista que os principais pontos negros na cidade estão detectados e com “projectos praticamente finalizados, mas falta dinheiro”. Adianta também que o projecto do Mercado Municipal está nos últimos detalhes e que até ao final do mês a obra será colocada a concurso, revelando o essencial do projecto. Sobre o Pavilhão da Altice diz que “no final de Março será espectável que a obra esteja terminada”. Já a conclusão do edifício do quartel da GNR aponta para Abril altura em que “ficará nas mãos do ministério o apetrechamento e a colocação da parte de informática”. Em Março, diz, estarão também em condições de arrancar as obras na ala Principal da Câmara em que irá ser reformulado o Salão Nobre e a construídos novos gabinetes para a ala política. A par da renovação do espaço físico, aborda a modernização informática em curso que, diz, irá alterar substancialmente o modo de funcionamento da autarquia, disponibilizando novos serviços aos cidadãos de todo o concelho. Responsável também pela Polícia Municipal e pela Protecção Civil reconhece que há um problema de efectivos. “Neste momento só temos 20 polícias municipais ao trabalho”, disse, adiantando que ainda este ano tencionam reforçar esta força “com pelo menos mais três pessoas, estamos a contar com eles para podermos fazer mais aquilo que é a Polícia Municipal que neste momento está reduzida, e faz tudo”, bem como duas novas viaturas que irão substituir dois dos jipes usados actualmente “porque é incomportável. Por um lado acho que a PM precisa de ter um jipe que consiga chegar a qualquer lado mas para a cidade não justifica. O consumo é elevado, a manutenção é elevada, defendo que a PM não precisa de três jipes, mas viaturas ágeis que consumam pouco” diz o vereador. Vitor Moreira assume também a pasta dos ralis em Fafe e sobre o Rali de Portugal firma que este ano será praticamente igual ao ano passado. “A única excepção é que vamos ter dois reagrupamentos em Fafe”. No que toca à continuidade da prova em Fafe lembra que está assegurada este ano, e mais dois e “se não houver acidentes será difícil fugir. O complicado, quanto a mim, vai ser manter o rali no Norte, isso aí tenho as minhas dúvidas. Por nós, temos feito tudo. Aliás, será difícil que o rali de Portugal não tenha Lameirinha mas … já vi um porco a andar de bicicleta”, disse. Vitor Moreira fala também na crise vivida pelo PS em Fafe, assumindo que se adivinhasse que a marcação de eleições na concelhia demoraria tanto tempo, não se tinha demitido do secretariado. “Nunca pensei que demorasse tanto tempo e se soubesse que o partido ia ficar nesta posição, durante tanto tempo, tinha estado quieto, porque isto não tem feito bem ao PS e enquanto não houver eleições para poder tomar um rumo, seja quem for que se posicione para ganhar, quase não podemos tomar decisões porque uma comissão administrativa constituída por 14 elementos, não resolve, não tem legitimidade para fazer nada, não faz sentido. E as autárquicas estão cada vez mais próximas”. Ainda assim considera que “nada está em risco, pelo contrário, temos de ter confiança no nosso valor, acho que as coisas estão bem, mas a gente nunca sabe. Acho que ainda estamos a tempo de ir para o terreno e tudo cura, agora não podemos é deixar passar mais meio ano a fazer de conta que o PS em Fafe existe” afirma, garantindo estar disponível, “como sempre estive, para continuar enquanto acharem que tenho alguma qualidade, se acharem que não, a gente há-de tomar algumas decisões, seja de que forma forma for. Aguardemos”.

Pub.

Pub.

2026 ©NOTÍCIAS DE FAFE ® - Todos os direitos reservados