Esta situação não caiu bem no seio do Clube Náutico de Fafe, colectividade que há vários anos tinha protocolado com a autarquia estes serviços. “O que mais me incomodou foi a forma como feito. Temos um protocolo desde 2006 com a Câmara em que nos propúnhamos a dinamizar a barragem e estávamos a cumprir”, afirmou o presidente Leonel Castro. “A sensação, é a minha opinião pessoal e não vinculo o Clube, é que há uma força qualquer que quer que o Clube saia da Barragem”, disse o também vereador eleito pelos IPF e que, na última reunião do executivo manifestou clara intenção de abandonar a liderança do clube já que, considera, “que por pertencer a um movimento da oposição influenciou esta decisão”. Leonel Castro diz que já no ano passado se sentiu pressionado, admitindo que “o presidente da Câmara foi sempre impecável só que ele delega funções”. Ao invés, Raul Cunha garantiu não haver nenhuma animosidade para com o Clube Náutico. “A intenção não era fazer uma desfeita ao Clube Náutico. Nós até estamos a ajudar o Clube. A questão, segundo o edil, passa por uma tentativa de fazer as coisas de forma diferente. “Temos tentado fazer diferente, ir melhorando aqui e ali, afinando as coisas. Temos tentado melhorar as condições para o Clube Náutico estar na Barragem e não queremos melindrar ninguém ou diminuir a sua intervenção. A questão do Bar foi avisada ao clube. Este ano queríamos fazer de outra maneira porque percebíamos que o Clube tinha alguma dificuldade em manter um serviço com alguma qualidade e pensamos que no ano passado, sem querer ser crítico, aquele equipamento tem um potencial que poder ser melhor explorado se for por alguém profissional da área da restauração”, admitindo que esta solução é por um ano e que, no final, será analisada.
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