Em 2015, cerca de 14 mil pessoas beneficiaram do conjunto de programas sociais do Município de Fafe, o que representou um investimento de mais de meio milhão de euros no conjunto de toda a intervenção social, 513 mil euros. “O Município abrangeu nesses programas um total de 13898 pessoas sendo que estamos aqui a incluir pessoas que receberam o cabaz de Natal e os idosos com os quais a Câmara interagiu” explicou o presidente da Câmara, e ainda o pacote de medidas sociais apresentadas em Janeiro do ano passado, destinado a apoiar munícipes em situação de comprovada carência económica, permanente ou pontual.
Assim, foi lançado o Fundo Social de Emergência, destinado a agregados familiares ou indivíduos em situação comprovada de carência económica, e ainda a situações de emergência social, que resultem de insuficiência económica inesperada, à qual as entidades competentes nas respectivas áreas de actuação não conseguem dar resposta em tempo útil. “Em 2015, o programa de emergência social atendeu 500 pessoas” revelou Raul Cunha, quando questionado pelo NF sobre os números de pessoas inscritas na globalidade dos programas.
“No programa das bolsas de estudo um total de 166 jovens foram apoiados no nosso programa, 150 famílias beneficiaram do apoio à renda e 60 pessoas beneficiaram do transporte ambulatório”, deu a conhecer também Raul Cunha. Lembre-se que com o programa de Bolsas de Estudo a autarquia pretendeu incentivar os alunos que revelam capacidades para prosseguirem os estudos no ensino superior, privilegiando aqueles que demonstrem dificuldades económicas e cujo agregado resida no concelho.
No que se refere ao Apoio à Renda, desde 2015 a autarquia atribui um subsídio a agregados familiares em que um dos elementos esteja desempregado e a pessoas que se encontrem em situação de comprovada incapacidade económica para suportar a totalidade da renda, quer no âmbito de um contrato de arrendamento, quer no âmbito de empréstimo bancário à habitação. Já o Transporte ambulatório é um apoio que pretende proporcionar aos munícipes uma resposta ao nível dos transportes para consultas, terapias, exames e tratamentos, que permita colmatar as dificuldades de acesso aos serviços de saúde que funciona na base de um protocolo estabelecido pela autarquia com a cruz vermelha e os bombeiros de Fafe. Apoio de natureza pontual e/ou temporária, com programação e marcação prévia. Novos apoios a que cerca de 900 pessoas recorreram no ano que findou.
Dados que constam de um relatório “que vamos distribuir na próxima reunião de Câmara com análise detalhada, programa a programa. E não estou aqui a falar do programa de melhoria da habitação degradada, das intervenções nas escolas, na actividade do grupo de apoio à deficiência, no combate à violência domestica, do programa de formação parental, mas apenas daqueles programas mais recentes que envolvem dinheiro e verbas mais significativas”, explicou Raul Cunha que, lembre-se, elegeu a área social como prioridade deste Executivo.

