Coleccionador fafense apaixonado por motas e bicicletas

Foto: Fábio Jesus Coleccionador fafense apaixonado por motas e bicicletas

A casa de António Soares mais parece um museu. A verdadeira paixão do coleccionador são as motas e as bicicletas.

Aos quinze anos comprou a primeira bicicleta e “passado dois ou três anos comprei a primeira mota”, lembra. A partir daí foi sempre a somar, dando rumo àquilo que considera que “mais do que um vício, é uma forma de viver”. Hoje, confessa que “é um pouco complicado” saber quantas relíquias possui. São cerca de três dezenas de motas antigas e centenas de bicicletas, de diferentes modelos e feitios, que compõem a garagem de António. Já para não falar noutras peças antigas como grafonolas, rádios, carrinhos de criança, trotinetes… uma série de preciosidades que nos remetem para épocas longínquas, a partir dos anos 30. António revela a verdadeira paixão são as duas rodas, e o que que mais o atrai nas motas é o facto de serem peças únicas, antigas e raras, e garante que “todas elas já levaram o meu tratamento”. Conta que quando compra uma mota, “normalmente o motor nem trabalha”. Mas com um pouco de dedicação e paciência, e ao fim de algumas horas de trabalho, “dou-lhe nova vida. E uma coisa é certa, seja qual for a hora que acabe o serviço, tenho de ir dar uma voltinha nela! É um verdadeiro desafio, e muitas vezes passo noites em claro”, afirma. No meio de tanta mota, quando questionado se há alguma pela qual tem um carinho especial, alega que “são todas preferidas”. Por hábito, quando quer sair de mota, pega na “que estiver mais à mão”. Cada mota é vista como uma obra de arte pelo coleccionador, e “todas as motas têm uma história, todas têm um valor especial”.

 

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