Comportamento do público será decisivo. Nada pode falhar
“Esperemos que tudo corra bem e em segurança e todos cumpram religiosamente as indicações que estão no terreno”. É o desejo expresso pelo vereador Vitor Moreira, poucos dias antes do Rali de Portugal passar em Fafe, terra que deu um contributo importante para que a prova se instalasse a Norte. É que se assim não for, e algo correr mal, “poderemos ter um grave problema que é ter o rali no norte um ano e depois voltar a perde-lo”, vaticina.
É uma incógnita o número de pessoas que se vão deslocar a Fafe para assistir à dupla passagem na Lameirinha do Rally de Portugal. Contudo, Vitor Moreira que nos últimos três coordenou a organização do Fafe Rally Sprint, mostra-se convicto que virão as 150 mil que cá estiveram no ano passado, e muitas mais. “Tudo leva a crer que vamos ter aqui uma enchente muito maior que nos últimos anos. Estou convencido que ultrapassaremos os 150 mil. Pelo que se ouve comentar, vai ser uma enchente tremenda mas, por outro lado, temos que contabilizar que há uma maior restrição nas zonas destinadas ao público”, disse.
Para Vitor Moreira, o facto do público ter estado à altura, nos últimos anos em que Fafe acolheu o Rally Sprint, e não ter sido registado qualquer incidente, foi preponderante para que o Rally de Portugal se instalasse cá. Anos em que, lembre-se, a Câmara de Fafe investiu, sozinha, cerca de 600 mil euros para a realização desta prova espectáculo, apadrinhada pela FIA e pelo ACP.
Agora, a responsabilidade está nas mãos do público que irá ditar a continuidade, ou não, da prova a Norte, e em Fafe em particular. “Se a FIA ou o director da prova passar e verificar que estão pessoas fora da zona de público pode, de imediato, inviabilizar a passagem pelo troço. Nada pode falhar. As pessoas têm que ter consciência dessa responsabilidade”, alerta Vitor Moreira.
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