E com o vírus Zica, justifica-se o alarmismo?

E com o vírus Zica, justifica-se o alarmismo?
Este ano, o vírus da gripe ainda não se mostrou por cá. Entretanto, outro vírus tem ganhado notoriedade, principalmente na América do Sul e invadindo os nossos espaços informativos.

O vírus Zica deve o seu nome à floresta Zica, do Uganda, onde foi descoberto. É transmitido pelo mesmo mosquito que transmite o vírus da dengue, outra doença tropical de que volta e meia ouvimos falar e o da febre amarela, que interessa sobretudo às pessoas que viajam para os países tropicais. Embora a doença do Zica seja em regra ligeira e passageira, está a ser investigada a possível associação entre a infeção por este vírus e a microcefalia diagnosticada em fetos e recém-nascidos, bem como com a síndrome de Guillain-Barré. Como em Portugal Continental não foi ainda identificado o mosquito vetor da doença, claramente não se justifica qualquer tipo de alarmismo. Isto não significa, no entanto, que quem pense viajar para o Brasil ou outros países da América Latina não deva tomar algumas precauções. Aqui ficam algumas recomendações da Direção-Geral da Saúde:

• Antes do início da viagem procurar aconselhamento em Consulta do Viajante;

• No país de destino seguir as recomendações das autoridades locais;

• Assegurar proteção contra picada de mosquitos;

• Especial atenção às grávidas que tenham permanecido em áreas afetadas, devendo consultar o médico de família ou o obstetra após o regresso, mencionando a viagem. Uma vez que está em investigação a possibilidade desta doença causar malformações em fetos, é recomendado que as grávidas não se desloquem, neste momento, para zonas afetadas. Caso tal não seja possível, devem procurar aconselhamento em Consulta do Viajante e seguir rigorosamente as recomendações dadas.

João Dinis, médico. USF Novo Cuidar

Pub.

Pub.

2026 ©NOTÍCIAS DE FAFE ® - Todos os direitos reservados