"Estamos a fazer coisas novas e as coisas estão a correr muito bem"

Convidada para fazer o balanço das suas áreas de actuação, a vereadora Helena Lemos diz que é positivo. “Estamos a conseguir fazer coisas novas, estamos a ter uma intervenção importante na cidade e nos espaços verdes e as coisas estão a correr muito bem”, diz em entrevista ao NF.

Questionada sobre a poluição dos rios que tem sido um dos assuntos na berlinda, a vereadora assume que “os municípios não têm autonomia de gestão dessa área. Acho que deveríamos ter mais autonomia porque estamos a falar do nosso território, das nossas linhas de água que acabam por estar a prejudicar um conjunto de investimentos que o município tem”, disse, fazendo o ponto de situação dos principais focos poluidores do concelho que já há muito estão debaixo da mira do Município. No que concerne à recolha do lixo diz que os fafenses estão bem servidos e que a empresa concessionária tem cumprido o acordado. “Nós não temos registo de reclamações. Estamos bem servidos e não há queixas”. Adverte contudo que os cidadãos “continuam a depositar lixo na rua. Apostamos na sensibilização mas continuamos a ter comportamentos pouco dignos dos utilizadores do sistema”. A vereadora aborda ainda em entrevista o aumento das tarifas de saneamento que têm suscitado críticas. “As coisas não foram pacíficas e, na minha opinião, não foi só pelo aumento das tarifas, que temos vindo a anunciar mas sim pelo método e pela forma como as coisas evoluíram”. Garante contudo que “foi regra para o município que não haja pagamento de juros, ninguém vai pagar se não tiver possibilidades. Podem fazer um plano de pagamento e saber qual o volume do pagamento que têm de efectuar. Tanto nos resíduos como no saneamento temos tarifários especiais, um tarifário social, para emigrantes, para famílias numerosas, para instituições de utilidade pública, ou seja, há um conjunto de mecanismos que conseguem atenuar um bocadinho o aumento de custos que no dia-a-dia das pessoas é considerável”. No que toca à evolução da rede de saneamento no concelho diz que tem sido positiva. “Nós já fizemos um investimento de um milhão e trezentos mil euros, já chegamos a mais 2500 pessoas, e em 2016 teremos mais um milhão de investimento e estamos a preparar novos projectos para que até 2017 invistamos mais dois milhões. Penso que neste momento, nas freguesias mais populacionais, freguesias que tinham mais dificuldade na gestão do saneamento e dos órgãos depuradores, já se nota uma melhoria significativa”. Responsável também pela pasta dos recursos humanos, Helena Lemos admite que a limitação às contratações públicas tem prejudicado a actuação dos serviços da Câmara. “Nós gostaríamos que não fosse assim e por isso este ano, no orçamento, quando apresentamos o mapa de pessoal, dissemos que o município entende que têm saído alguns trabalhadores, essencialmente assistentes operacionais, e da divisão de conservação e ambiente. Por isso é que já temos um procedimento para admitir 11 trabalhadores e vamos tentar reforçar o nosso quadro de pessoal a esse nível. É pena que os municípios tenham, a esse nível, este limite, principalmente os que têm as contas equilibradas porque muitas vezes a actuação fica limitada porque queríamos fazer muito mais e não podemos evoluir em determinadas áreas, acabamos por ter de sobrecarregar algumas áreas e dividir as pessoas nas próprias estruturas que não são as suas áreas funcionais”, disse. Quanto ao futuro, diz que lgo que se verá. "Espero que este mandato corra bem. Tenho um conjunto de áreas novas, estou a gostar, embora sejam áreas com pouco visibilidade mas que dão muito trabalho e que mexem com muita coisa. Estou a sentir-me realizada e depois logo vejo".

 

Uma entrevista para ler na íntegra na versão em papel, nas bancas.

Pub.

Pub.

2026 ©NOTÍCIAS DE FAFE ® - Todos os direitos reservados