Fafe prepara-se para acolher 1ª família de refugiados
Dois adultos e duas crianças vão ser alojados num apartamento na cidade, devidamente apetrechado, e terão acesso a alimentação, vestuário, apoio na saúde, na aprendizagem do português e ajuda na integração laboral dos adultos e das crianças na escola, no âmbito do projecto "PAR Famílias".
O Presidente da Câmara, Raul Cunha, assinou, na semana passada, um protocolo com a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), no âmbito do projecto "PAR Famílias", disponibilizando-se a acolher no Municipio de Fafe uma família de refugiados, constituída por dois adultos e duas crianças.
Ainda não se sabe quando chegam uma vez que quem faz a gestão é a PAR e está dependente da articulação com a própria União Europeia, apenas que será para breve, e que ficarão alojados num apartamento na cidade.
Com este protocolo, o Município de Fafe assume a responsabilidade de ajudar uma família em concreto a alcançar autonomia, apoio que poderá vir a ser estendido a uma segunda família, segundo a disponibilidade já manifestada por Raul Cunha.
Em concreto, “a PAR promove o acolhimento de famílias por instituições” que “implica respostas em todas as vertentes como o alojamento, a alimentação adequada, o apoio de saúde, a educação, a aprendizagem do português e a ajuda na integração laboral dos adultos que compuserem o agregado. Não está considerado, por isso, o acolhimento em contexto doméstico”, explica a plataforma.
Assim, segundo o PAR, o Município de Fafe terá de assegurar à família em questão “todo o processo de acolhimento e integração ao longo de um ano, com um 2º ano de redução gradual de apoio, face à sua desejada autonomização progressiva”.
O objectivo é a integração dos adultos no mercado de trabalho, através de uma parceria com o IEFP, e das crianças na escola, tendo em vista a autonomia da família. Terão ainda apoio na aprendizagem de português e no acesso à saúde, bem como na alimentação e vestuário, através de parcerias com outras instituições como a Cruz Vermelha. Segundo o Município, o apartamento será mobilado e equipado com o apoio do comércio local.
Ao que o Notícias de Fafe apurou, nesta altura está ainda a ser feita a avaliação de qual dos muitos apartamentos de que a Câmara possui na cidade melhor se adequa às necessidades da família, desconhecendo-se, para já, onde será. Ao que tudo indica, a situação menos provável será no Bairro da Cumieira, onde a Câmara é proprietária de várias fracções, até porque, como é sabido, é um bairro que em breve será alvo de uma profunda requalificação.
Com a assinatura deste protocolo com a PAR, Raul Cunha explica que o Município de Fafe “quer dar exemplo que esperamos que outras instituições do concelho o possam seguir”, ou seja, o edil de Fafe gostava de ver replicado este gesto pelo concelho.
Assegurou também que, por um período de dois anos, “a autarquia tudo fará para garantir as melhores condições de acolhimento e integração a esta família”, sublinhando que “são seres humanos como nós e por isso merecem todo o nosso apoio”, apelando à coordenação de esforços entre todos os intervenientes e o envolvimento da sociedade civil no objectivo de ser dada uma resposta sólida no acolhimento e na integração de refugiados.
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