“A figura de Presidente da Concelhia é um dos três órgãos soberanos da estrutura local do Partido Socialista, só podendo a sua destituição ocorrer por demissão do próprio, o que não acontecerá. A verdade, que está escrita em deliberação, é que o Secretariado da Federação Distrital de Braga não destituiu nenhum órgão da Concelhia de Fafe. Deliberou, sim, propor à votação da Comissão Política Distrital a marcação de eleições a partir de Outubro, propondo ainda que se constituísse uma Comissão Administrativa para assegurar o funcionamento da Concelhia de Fafe até Outubro ou Novembro”, lê-se na resposta enviada a este jornal. “Decorre por isso que os únicos órgãos da Concelhia objecto da deliberação do Secretariado da Federação Distrital são os de natureza colegial, nomeadamente a Comissão Política Concelhia e o Secretariado Concelhio”, insiste. Ainda assim, Francisco Lemos diz que “o processo das fichas de demissão de membros da Comissão Política irá ser remetido à Comissão Nacional de Jurisdição que, caso delibere pela não conformidade das respectivas fichas, poderá fazer reverter todo o processo, inclusive o da constituição da Comissão Administrativa”. Relativamente à notícia avançada que aponta o nome de José Ribeiro para liderar a Comissão Administrativa proposta, Lemos reage dizendo que “em reunião de grupo para constituição da Comissão Administrativa, o nome de José Ribeiro foi efectivamente proposto para liderar essa comissão, mas não obteve qualquer consenso entre os representantes de Fafe nesse grupo”. Mas diz mais ainda, que “na reunião prévia que José Ribeiro refere ter tido com os vereadores mais um outro camarada, Prof. Salgado Santos, membro da mesa da Assembleia Municipal com Laurentino Dias, e ainda com o Presidente da Câmara, chegou ao meu conhecimento que o Dr. Raul Cunha não esteve presente durante o tempo todo que durou a reunião e que apenas se remeteu ao papel de observador e não de decisor”, assegura. Não se compreende, assim, “como José Ribeiro pretende ser incluído numa solução que ele nunca quis. Foi ele que conjuntamente com os vereadores armou peditório para que houvesse eleições agora. Como já era do conhecimento público, e que agora o torna a declarar, José Ribeiro nunca quis esta solução de comissão administrativa com eleições apenas a partir de Outubro. Por isso, José Ribeiro devia ter decoro e manter-se à parte deste princípio de solução. A posição de José Ribeiro é, por tal, politicamente insustentável. O facto de não haver eleições antes de Outubro é demonstrativo que o Partido Socialista não está à mercê das vontades de caciques locais”, afirma. Francisco Lemos critica ainda José Ribeiro por “organizar a reunião da passada sexta-feira, dia 17, com Álvaro Beleza e João Proença. Um evento que foi organizado à revelia dos órgãos de direcção executiva local, distrital e nacional” diz, considerando “inadmissível que se organizem eventos onde o foco seja a crítica a António Costa, tanto mais num período de pré-campanha para as eleições legislativas”.
O grupo de trabalho formado para escolher os membros que vão constituir a dita Comissão Administrativa volta a reunir esta segunda-feira.

