Hospital de Fafe cumpriu 90% do acordo com ARS em 2015

Hospital de Fafe cumpriu 90% do acordo com ARS em 2015

Falha informática levou a que as consultas externas só começassem em Abril e as cirurgias de ambulatório em Maio o que levará Misericórdia a fazer contas com a ARS Norte e, em último caso, repor dinheiro.

Um ano depois de ter reassumido a gestão do Hospital de Fafe, a provedora da Santa Casa da Misericórdia abriu as portas ao Notícias de Fafe e fez o balanço do 1º ano de vida do hospital em que foram realizadas 8633 consultas, 1672 cirurgias e foram atendidos 32357 casos na Urgência.
Maria das Dores João revela que o caminho não tem sido fácil mas não está arrependida de aceitar o repto do governo anterior, considerando que o balanço é positivo e que “a população tem de estar agradecida à Misericórdia. Há muita coisa para corrigir e modificar mas passado um ano tenho quase a certeza que o saldo é positivo no que diz respeito aos benefícios para a população”, afirma em entrevista.
No total de serviços prestados foi atingido 90% do acordo para 2015 com a ARS Norte, devido a uma falha informática que levou a que as consultas externas só começassem em Abril e as cirurgias de ambulatório em Maio. Situação que implicará  “fazer contas com a ARS Norte e, em último caso, devolver. Pedimos à ARS Norte para nos deixar fazer o que falta agora em Janeiro e Fevereiro para não termos de repor o dinheiro mas ainda não sabemos o que é que nos vai ser respondido, estamos a aguardar” revelou a provedora.
Ao longo do ano, o Hospital foi alvo de obras de remodelação no intuito de melhorar as condições de quem lá trabalha, e dos utentes, e reorganização de espaços. Nesta altura estão a decorrer trabalhos “para instalar o serviço de gastroenterologia, um laboratório, o serviço de Tomografia Axial Computorizada (TAC) e ecografia. Pedimos também à ARS Norte para nos fazer um alargamento para os Meios Complementares de Diagnóstico para outras áreas”. Mantém as especialidades de Cirurgia de Ambulatório e Consulta Externa em Ortopedia, Oftalmologia e Medicina Interna mas “estamos a pensar, com o tempo, pedir o alargamento dos serviços”, disse Maria das Dores João.


Leia a entrevista completa na edição impressa, nas bancas.

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