Investigação aponta taxas de insucesso escolar em Fafe

Foto: DR Investigação aponta taxas de insucesso escolar em Fafe
Fafe obteve uma má prestação nos resultados do ‘Atlas da Educação’, uma investigação que mostra diferentes imagens da realidade da educação no nosso país. Estes dados compilam a média dos resultados dos exames nacionais de 9º e 12º ano nos últimos seis anos, de 2009 a 2014, que revelam um agravamento entre concelhos.

As médias dos resultados dos exames nacionais do 9º e 12º ano em Fafe obtiveram a classificação, na investigação, de “Mau” e “Em Risco”, respectivamente, e traduzem-se como uma descida de resultados face ao país ou quando os concelhos não conseguem sair dos últimos lugares. Comparado ao distrito de Braga, também se encontra entre os piores resultados, sendo que só a Póvoa de Lanhoso, a nível do 9º ano, obteve, juntamente com Fafe, o resultado “Mau”. Barcelos, Braga e Famalicão lideram os melhores resultados do distrito, com “Bom”, a melhor classificação da investigação. A nível do secundário, Fafe encontra-se “Em risco”, juntamente com Vila Verde. No final da tabela distrital, ficam os municípios de Celorico de Basto, Vizela e Amares, contrariamente a Barcelos e Vieira do Minho, que comandam os bons resultados do Atlas da Educação. A investigação foi feita por uma equipa do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais CICS. Nova, coordenada pelo ex-ministro da Educação David Justino, a pedido da associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS). Convidado a pronunciar-se sobre estes resultados, no seu Município, o presidente da Câmara disse te conhecimento do estudo mas que ainda não o tinha aprofundado, frisando que já há muito vem lançando o desafio às escolas para “não se acomodarem e procurarem projectos inovadores e fazerem uma reflexão sobre a posição de cada uma das escolas nos rankings”. Raul Cunha considera que os rankings “valem o que valem” mas que “devem ser um pretexto para a escola poder reunir e pensar qual será a estratégia que tem de aplicar para ir subindo. Mesmo não valendo muito, eu preferia estar sempre nos 50 primeiros do que nos 50 do meio e o que acontece é que Fafe está ali pelo meio, não é nem dos melhores, nem dos piores”, disse. Desafia assim as escolas a “trabalhar a organização e ver como é possível melhorar”, garantindo que “a autarquia está disponível para apoiar projectos inovadores que tenham a ver com o funcionamento real das escolas”. Ainda assim, o edil considera que os responsáveis escolares “estão a fazer esse esforço para procurar ir melhorando o seu desempenho”.

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