Em causa, segundo Ernesto Novais, advogado da Junta de Freguesia, estão mais de 92 mil euros mas depois da intervenção da Inspecção Geral de Finanças esse valor baixou para pouco mais de 25 mil porque o restante já prescreveu. José Mário aceitou pagar essas verbas, com a explicação que adiante transcreveremos, mas pediu para agar em 21 prestações mensais. Esse pedido foi recusado pela Junta porque, segundo Ernesto Novais, “não estão concretamente demonstradas circunstâncias absolutamente excepcionais e fundamentadas que permitam, de todo, o ressarcimento, em 21 prestações”, alegando a defesa do “património público da autarquia” e frisando que José Mário Silva já foi muito beneficiado “já que está agora apenas em causa pagar substantivamente menos do que inicialmente se equacionava”, referindo-se ao total de 92 mil euros que foram transformados em 25 mil. José Mário Silva, ouvido pelo Notícias de Fafe, mostrou-se de consciência tranquila e não tem dúvidas que estão a maquinar contra si um processo de que leve à destruição do seu capital de carácter e político. “O que estão a fazer é uma perseguição política porque eles têm medo que eu me candidate e tenho uma fonte segura do interior da Junta que eles fizeram isso para me travar. Eles querem-me amarfanhar mas um dia mais tarde vão ter uma surpresa porque isto é mais grave do que parece”, começou por referir. “Só fazem isto para achincalhar. Há uma coligação entre os Independentes da Junta e a grande coligação da Câmara. Tenho a solidariedade da direcção dos IPF, que inclui o Parcídio Summavielle e honra lhe seja feita. Já me manifestou por escrito essa solidariedade”, disse José Mário (...) Leia todos os pormenores na edição em papel, nas bancas.
José Mário Silva diz que está a ser alvo de perseguição política
Na última sessão da Assembleia de Freguesia de Fafe voltou a ser discutido o assunto das verbas indevidamente recebidas pelo ex-presidente José Mário Silva enquanto exerceu o cargo a tempo inteiro, de 1996 a Novembro de 2013.
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