Em causa estão os recibos de vencimento de José Mário que levantaram dúvidas ao novo executivo da Junta e que foram levados a Assembleia de Freguesia. Este órgão, por maioria, decidiu enviar a documentação para diversas entidades e, agora, a IGF concluiu que, de facto, José Mário Silva andou a receber verbas indevidas. Tudo porque no recibo de vencimento do ex-autarca, além dos valores base da remuneração estavam incluídas verbas de subsídio de refeição, anuidades e assiduidade que não deveriam constar. José Mário recebia mensalmente um subsídio de refeição de 10,54 euros quando o legalmente previsto era de 4,27. Também por mês recebia a mais 433,46 euros de anuidades e 110,61 de assiduidade. Ao NF, José Mário Silva reiterou estar de “consciência tranquila” porque sempre pensou que o que estava a receber era legal. “A Assembleia de Freguesia aprovou os meus vencimentos e há actas sobre isso. Todas as entidades viam as contas e acho tudo muito estranho”, disse. José Mário manifestou ainda o propósito de se defender até às últimas instâncias desta situação até porque, garante, “o Tribunal de Contas e as Finanças viam as contas da Junta e nunca levantaram dúvidas sobre o meu vencimento”. Este actual membro da Assembleia de Freguesia, eleito pelo Partido Socialista, explicou também que não era ele quem processava os vencimentos mas sim o funcionário da Junta. “Ainda me devem parte do subsídio de reintegração que é de cerca de 16 mil euros”, lembrou José Mário.
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