Um documento de mais de 400 páginas que foi distribuído aos vereadores que esteve em discussão na reunião do Executivo de ontem, dia 23. Em causa, estão essencialmente dois processos de licenciamento de obras que terão sido considerados nulos pela inspecção, o licenciamento do prédio da Sacor e um loteamento em Medelo no qual as taxas cobradas levantaram dúvidas. Deliberações, lembre-se, tomadas pelo Executivo anterior presidido por José Ribeiro, sobre cuja legalidade, a Inspecção-Geral de Finanças colocava dúvidas. O Notícias de Fafe não teve ainda acesso
ao relatório, apesar de o termos solicitado, ainda assim, ficou claro na reunião que estes dois casos se destacam na conclusão da investigação enviada à autarquia pelo secretário da administração interna. Relativamente ao prédio da Sacor, “o licenciamento é considerado nulo pelo inspector e portanto agora o processo vai para o ministério público e vai para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga que provavelmente também o vai declarar nulo porque essencialmente há um andar a mais, ou seja, o edifício tem mais cércea (limite da altura) do que aquilo que o PDM permitiria”, revelou o vereador Parcídio Summavielle no final da reunião.
O presidente da Câmara, Raul Cunha, sem querer entrar
em detalhes, defendeu que o documento verte um conjunto de questões “que podem ser perfeitamente ultrapassadas”, dizendo, no caso do prédio da Sacor, que o problema ficará resolvido com o próximo PDM. “Há vontade em resolver e em não ficar ali com o prédio em condições de não poder ser utilizado”, garantiu Raul Cunha, apelando aos presentes para contribuir para que não haja alarmismo, insistindo que o problema "tem solução".
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