Na última Assembleia da Freguesia de Fafe foi aprovada uma alteração orçamental apenas com os votos favoráveis dos Independentes por Fafe, as abstenções do PSD e de dois dos elementos do PS e o voto contra do socialista José Mário Silva. Na base da abstenção de Albino Costa e Avelino Freitas, do PS, está o facto de o executivo ainda não ter decidido o que quer. “Há uma necessidade urgente do executivo decidir a futura sede da Junta. Os critérios a definir deveriam ser a acessibilidade e centralidade. Fiéis de Deus não é a solução adequada e deve procurar-se outra solução”, defendeu Albino Costa. Este membro da Assembleia salienta que “a Junta de Freguesia tem necessidade de espaços adicionais e ter o rasgo suficiente para assumir novas funções. A Agência para a Modernização Administrativa vai criar em Fafe seis novos espaços de cidadão e a Junta não quis assumir nenhum”, lamentou. Também do PS, José Mário Silva votou contra. “A sede deve ser centralizada e não concordo que se apresente uma hipótese de colocação da sede em Fiéis de Deus. Eu até considero estas votações ilegais. Até podem nem ser mas eu considero-as porque estão a falar de dinheiro para uma sede que ainda não se sabe onde vai ser, advogou. Os três eleitos do PSD também optaram pela abstenção, embora tivessem pensado no voto contra. “A verba representa praticamente metade do orçamento da Junta para um ano, cerca de 150 mil euros e continuamos sem ter a informação precisa acerca da localização da nova sede. Aventamos a hipótese de votar contra mas demos mais uma vez o benefício da dúvida a esta Junta, penso que pela última vez nesta matéria”, adiantou Pedro Gonçalves. A Junta tem orçamentados 134 mil euros para a nova sede da Junta mas António Abreu anda tem dúvidas. “A nossa preocupação é a localização. Deixaram fugir o edifício da Escola da Feira Velha e a Escola do Santo. Há a hipótese da Escola da Devezinha porque acredito que aquelas crianças no futuro possam ir para a Escola de São Jorge. A Conde Ferreira foi dada à Banda de Revelhe, a da Matriz foi dada à Paróquia. Se o presidente da Câmara disse que não há filhos nem enteados nos queremos ter o mesmo tratamento das outras juntas que ficam com as escolas. A Escola de Pardelhas já está vazia há um ano mas ainda não foi entregue a ninguém”, disse.
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