“O circo é a minha vida”

Foto: Fábio Jesus “O circo é a minha vida”

O Ruben Circus esteve em Fafe, e o Notícias de Fafe quis saber como é a realidade de quem passou toda a vida no circo, deslocando-se numa caravana todas as semanas para diferentes cidades.

O proprietário deste circo é Mário Freitas, natural de Cabeceiras de Basto e descendente de uma família circense. Começou por trabalhar no circo dos seus avós, com seis anos, e mais tarde com os seus pais, mas acabou por decidir que “para não estar sempre nas saias da mãe” o melhor seria abrir o seu próprio circo em sociedade com o irmão, sociedade essa que acabou por não resultar, pois Mário queria trabalhar exclusivamente com piranhas e o seu irmão queria trabalhar com vários tipos de animais.
Desde então, o Ruben Circus segue apenas ao comando de Mário, acompanhado de mais dezasseis pessoas, três delas a sua esposa e os seus dois filhos, Ruben e Kevin, de onze e cinco anos, respectivamente, que já trabalham com o pai. A atracção principal deste circo é o seu filho Ruben, que mergulha num aquário de piranhas e dá-lhes de comer. Inicialmente era um profissional que o fazia, mas por motivos pessoais abandonou o circo e ficaram sem ninguém para esta actuação, até Ruben pedir ao pai, aos oito anos de idade, para ser ele a fazer este número. Depois de meses a ter aulas, Ruben mergulha agora todos os fins-de-semana num aquário com 50 piranhas, alimentadas um pouco antes de ele entrar. Este rapaz frequenta a escola de uma maneira um pouco diferente das outras crianças, tendo aulas todas as semanas em escolas diferentes, nas cidades para onde vão. Ainda assim, o pai assegura que isto não o prejudica em nada na sua formação pois os espectáculos são apenas aos fins-de-semana. Viajam sempre no início da semana para que não tenha de faltar às aulas. Os artistas deste circo deslocam-se semanalmente para diferentes cidades no norte do país, nas suas caravanas, mas garantem que não é um problema, uma vez que o tempo que lá passam é reduzido, havendo sempre muito trabalho a fazer na rua, utilizando as “casas sobre rodas” apenas “para almoçar, jantar, tomar banho e dormir”, afirma Mário.

Veja, na edição impressa, a reportagem completa.

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