Por Esta Banda - Killer Side & Slavecrowd

Por Esta Banda - Killer Side & Slavecrowd

Esta semana, foi a vez de dar a conhecer a banda 'Killer Side' e os 'Slavecrowd'. Conheça a história, com todos os detalhes, destas duas bandas fafenses.

'Killer Sid'

Os Killer Side são uma nova banda de Groove Metal formada pelos membros da banda já acabada MESS. Depois da saída do baixista Isaac, os restantes membros optaram por trocar de nome e manter-se na música. Apesar de terem noção de que o seu género musical não é o mais apelativo ao público geral, dizem que o metal pode ser apaixonante e influenciar o estilo de vida “desde a maneira de vestir à forma de veres o mundo pode ser alterado”. Mas deixam claro que tudo é uma possibilidade e não se pode generalizar. Os Killer Side são composto por quatro elementos: O vocalista Pedro, os irmãos Bruno e Diogo como guitarristas e o João na bateria. Bruno explicou como se juntaram ainda enquanto MESS “O meu irmão chegou a casa e disse ‘quero ter uma banda’ eu disse ‘está bem’. Fomos ao Isaac que era o baixista e começámos. Mais tarde o Isaac acabou por encontrar o Pedro na escola, e o nosso baterista é daqui da zona também foi fácil encontrar e estamos juntos há um ano e meio.” Devido a divergências musicais o Isaac acabou por sair e assim decidiram que tinham de mudar o nome, optando por Killer Side porque “todas as pessoas possuem um lado mais violento que pode ser revelado em muitas alturas”. A maioria dos temas que tocam são originais dos MESS, no entanto criar novas músicas é uma das prioridades. Nas criações tudo começa com um riff, normalmente criado por Diogo. “Depois trabalhamos à volta do que vai saindo. As letras são mais complicadas, é preciso muita inspiração e tens de ser original. E é difícil ser original e não cair em frases feitas.” Os quatro elementos garantem querer fazer da música carreira. “Toda a gente que cria uma banda de música tem a ambição de querer ser bem sucedida mas estamos em Portugal e é muito complicado.” Acrescentam “é muito difícil seja em que estilo de música for, mas para o metal é quase impossível.” Dizem que não têm grande problema em arranjar concertos, admitindo que seria mais fácil se fossem uma banda mais comercial, no entanto dizem que o problema é a falta de divulgação que resulta numa baixa adesão quando tocam fora. Os Killer Side queixam-se ainda da falta de apoio, especialmente de um sítio onde possam atuar uma vez que o que existe de momento em Fafe exige “uma licença de ruído que custa cerca de 70€ e obviamente que para nós não nos rende. Se o valor da licença fosse o mesmo do que fossemos receber íamos na boa, mas assim ter de pagar para atuar não nos compensa.” Já o público em Fafe “é porreiro” apesar da banda trabalhar um som “difícil de aceitar há sempre pessoal que gosta”. Completam “É preciso muita cabeça, muito conhecimento e muito ouvido para o metal. É um estilo muito complexo apesar de não parecer, mas varia muito de banda para banda, de artista para artista, se alguém toca melhor ou não e mesmo do estilo e do som que queres dar.” Os Killer Side deixam uma chamada de atenção para quem considera o metal de barulho “toda a música que é feita com gosto deve ser respeitada por isso chamar barulho seja ao estilo que for é errado”. Continuam admitindo que “o metal é pesado. Mas depende. Há quem ache metal relaxante, depende de quem ouve. É preciso gostar.” Por enquanto os Killer Side querem preocupar-se em arranjar um baixista para que se possa juntar ao resto da banda e participar já nas gravações que têm andado a fazer com o Lucas da Musicbox. Depois disso é avançar nos originais e sair para a estrada com concertos. Para terminar esta banda de metal diz que há boa música a nível nacional, no entanto “dá-se valor a coisas que não são assim tão valiosas. Só se dá visibilidade ao que dá dinheiro e não ao que é bem feito.” E por isso mesmo dizem ter de sair de Portugal um dia para conseguir ter sucesso, mas é uma decisão que lhes custa tomar “Se puder evitar sair da minha terra, evito sem sombra de dúvida. Mas é quase impossível.”

 

'Slavecrowd'

Os Slavecrowd são uma banda que funde vários estilos musicais. Rock, grunge e metal fazem parte da panóplia de estilos que define esta banda que procura “dar uma motivação ao pessoal, para que tenha uma atitude e fazer com que a situação atual do país mude”. Com um EP já gravado, a banda diz que agora encontrou o seu estilo próprio e promete surpresas “É um Slavecrowd completamente diferente do que já ouviram.” Os membros do Slavecrowd juntaram-se inicialmente enquanto In Utero, uma banda de tributo a Nirvana que tinha Tiago na voz, Armando na bateria, Bruno no baixo, Diogo na guitarra e também Luís. No entanto Luís acabou por sair por não se adaptar ao novo género que os Slavecrowd definiram. Armando explica “Todos temos estilos diferentes mas  o Luís foi talvez o que menos se adaptou e isso levou à saída dele mas não foi nada forçado. Ele é que tomou a iniciativa e claro que foi uma rescisão amigável” Tiago completa “aliás pode surgir a opção de um dia dizermos ‘vamos tocar todos juntos?’ e as portas estão sempre abertas para ele.”
Tiago explica que decidiram abandonar os covers porque apesar de ser “muito bom estares em palco e teres o pessoal todo a cantar contigo, mas acaba por ser uma experiencia que se associa à imitação e nós queríamos ter um registo próprio então começámos a querer ter as nossas  próprias músicas, com as nossas próprias letras, o nosso instrumental e pensámos em fazer coisas nossas”.  O vocalista continua “Ir para palco é muito mais que fazer as coisas por fazer, tens de sentir.” No entanto nos originais que têm não são suficientes para uma hora de concerto, continuando por isso a tocar alguns covers que adaptam sempre a si mesmos “Quando fazemos os covers temos sempre cuidado porque é trabalho doutra banda e  tentamos sempre dar o nosso melhor e respeitá-la.”
A banda continua a explicar que o processo de criação nem foi o mais complicado, mas sim decidir nome da banda, o nome do EP e  a capa do mesmo. O nome Slavecrowd tem uma história caricata por trás, sendo que inicialmente eram para ser os Silvercrown tal como o aquecedor que tinham na sala de ensaios. Feita a pesquisa, descobrimos que esse nome já pertencia a uma banda, e com sugestões fundamentadas chegámos a um acordo unânime: Slavecrowd. A banda diz que este é um nome que integra a mensagem que queria transmitir “o povo precisa de uma voz, que fale mais alto e que tome uma atitude de revolta, não de maneira negativa mas sim que leve à mudança.” Depois de correrem todas as casas dos elementos da banda para ensaiar, os Slavecrowd acabaram por encontrar um pequeno anexo e fizeram dele o seu espaço de ensaio. Segundo Bruno, depois de “nos termos armado em carpinteiros” ficaram com um espaço do qual se orgulham. “É sempre bom teres o teu espaço, podes deixar lá as tuas cenas, sabes que ninguém mexe e podes ir para lá até as horas que quiseres” Os Slavecrowd sentem-se desiludidos com a  falta de apoio que é dado ao meio artístico em Fafe. “Há muita coisa que se podia fazer num meio tão pequeno e a baixo custo e não se faz porque não se dão ao trabalho de o fazer porque não há vontade. E não falo só da música falo das artes em geral, falo de desportos.” Armando critica as pessoas que dizem ”que não se faz nada em Fafe. Se  não apoiam que querem?”, fazendo referencia a concertos e festivais gratuitos cuja adesão é maioritariamente baixa.
Tiago diz que no inicio a falta de publico era um pouco desanimadora, no entanto acabou por se habituar e diz que “quer estejam 2 ou 100 pessoas a tua atitude tem de ser a mesma porque elas pagaram, ou foram de borla mas foram para te ver e essas duas pessoas podem fazer a diferença”.

Os Slavecrowd dizem ter muito a agradecer ao Paulo Matos pela grande ajuda que deu ao produção o EP Inception no seu estúdio Output studios, que foi lançado em Janeiro do ano passado. A banda diz ter um projeto em mente e garante “ter uma surpresa para quem nos segue. Vai ser uma coisa à grande! Temos um ano para trabalhar, para criar um projeto com pés e cabeça.” mas antes de mais querem que o guitarrista Diogo recupere rápido para que possam “voltar  rapidamente aos palcos que isto não é vida, não dá para estar parado.”

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