“Quem faz a procissão da Senhora de Antime é o povo”

“Quem faz a procissão da Senhora de Antime é o povo”
Alfredo Saleiro entende que a Procissão de Nossa Senhora de Antime deve continuar a fazer-se consoante reza a tradição. Em entrevista ao NF, a propósito da comemoração de 30 anos como pároco da freguesia de Antime, afirma que “não são os padres que vão alterar isto” e que “quem faz a procissão da Senhora de Antime é o povo”. Questionado sobre as ideias do Moderador da Paróquia de Fafe, Abel Maia, para dar “mais vida” à procissão que, entre outras, defendeu em entrevista ao NF, em Agosto, que depois do encontro na Ponte de S. José as imagens da Senhora deveriam seguir juntas, lado a lado, até à Igreja e não uma à frente da outra, e que a despedida da Senhora da Misericórdia, na Igreja de S. José, deveria acontecer de uma forma mais calma e ponderada, não tendo que sair às 18h, em ponto, Alfredo Saleiro diz que não gostou. “O padre Abel é novo aqui em Fafe e não deve saber que tudo tem uma história e uma tradição e eu sou a favor das tradições. Devemos dar mais vida e significado à procissão mas querer mudar sobre pressão, não. Em Antime quem manda sou eu...", reagiu ao NF. "O padre Abel não gostou que a procissão regressasse às seis em ponto mas sempre assim foi. Para a próxima tem de marcar a missa para mais cedo ou então que demore menos tempo mas o horário vai cumprir-se sempre e isso está acima de mim", afirma em entrevista.
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