Seguro sente-se seguro em Fafe

Foto: Fábio Jesus Seguro sente-se seguro em Fafe

António José Seguro, o candidato às primárias do PS, esteve ontem Fafe, no Pavilhão Multiusos, onde recebeu o apoio de centenas de militantes e simpatizantes da sua candidatura que quiseram marcar presença no mega jantar de apoio à sua candidatura.

A fafense Marisa Brochado, mandatária da juventude, inaugurou os discursos   confessando “anseios e preocupações” no que diz respeito ao futuro e alertando os presentes para a necessidade "urgente" de encontrar uma solução para ajudar os jovens portugueses, já que estes são “a base do futuro do nosso país”. Marisa Brochado defende que António Seguro é a opção mais coerente e mais plausível, “tem a capacidade de se unir ao povo e aos jovens para enfrentar esta batalha tão difícil”, pondo de parte a hipótese da emigração, que tantos anseiam.

Seguiu-se o discurso de José Ribeiro que se dirigiu ao candidato como “o meu amigo Seguro”. Aproveitou ainda para questionar, “como é que alguns podem andar aí a dizer que eu pressionei as pessoas? Quando alguém o faz é com a promessa de empregos, cargos, e eu não tenho nada disso”, referiu. De seguida Ribeiro acusou António Costa da falta de iniciativa própria para resolver os problemas do país. “Os debates das televisões mostram que de um lado está o nosso secretário-geral e do outro lado está um camarada, com todo o respeito, que não tem ideias nenhumas”. Apelando ao apoio dos militantes presentes deixou um pedido a Seguro: “só quero que ganhes limpinho… limpinho por um voto para que o António Costa possa dizer que foi uma vitória magra, mas já não haverá segunda volta!”. Durante a intervenção, José Ribeiro afirmou que Seguro é “um amigo de Fafe e só quem não conhece a história do PS, não sabe isso”.

José Seguro foi o último a discursar começando por enumerar as principais dificuldades que o país enfrenta “desemprego, a dívida pública, a falta de recursos para a escola pública, os hospitais e a segurança social”, acusando o primeiro-ministro de ter escolhido “o caminho errado” para governar o país. Descontente com as políticas praticadas, Seguro promete “criar condições para que a economia cresça”, esclarecendo que “não é emprego para toda gente, mas sim, trabalhar cada dia para melhorar a vida dos portugueses. Só prometo o que estamos em condições de cumprir”, disse. O líder do PS admite que corre o risco de “perder votos por não prometer tudo” mas acrescenta que ganha “a confiança e respeito de todos os portugueses”. José Seguro abordou ainda a polémica de Passos Coelho ter ou não recebido “rendimentos fora da Assembleia da República”, no período em que era deputado, entre 1995 e 1999. Alegando que “não podemos ter um primeiro-ministro sob suspeita”, garante confrontá-lo, hoje, justificando que “o primeiro-ministro deve ser um dos primeiros a dar o exemplo. Um primeiro-ministro só consegue merecer o respeito, a dignidade e a confiança dos portugueses se for capaz de explicar, com transparência, se recebeu ou não dinheiro durante esse período”, disse. Seguro defende a “transparência” como uma das características fundamentais para o bem-estar no interior do próprio partido, garantindo que “um governo por mim liderado terá a marca de uma fronteira clara entre aquilo que é a política e os negócios, porque só através do exemplo é que conseguimos recuperar a confiança dos portugueses e dar razões aos portugueses para acreditarem na política e no primeiro-ministro de Portugal”, sublinhou. O candidato às primárias terminou o discurso apelando a todos os presentes ao voto com consciência, “votar em nós não é passar um cheque em branco! Temos ideias, propostas, um projecto, não vendemos ilusões”, concluiu.

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