Colocar o Turismo a dialogar com a Cultura é, segundo Pompeu Martins, a grande novidade do mandato em termos de opção estratégica para potenciar a marca Fafe, e a Educação a dialogar com a Cultura e o Desporto. “A minha orientação é para que haja um diálogo permanente entre as diferentes pastas”, disse ao NF, considerando o balanço até então positivo. “No ano de 2015, por exemplo, tivemos coma intervenção directa da Câmara cerca de 140 eventos o que é algo muito forte. Está a ser um mandato intenso, mas de grande proximidade com as pessoas e com as organizações”, destacou.
Ao nível da comunicação, diz que a aposta tem sido forte. “Somos uma terra que viu uma grande necessidade de comunicar a suas potencialidades… percebemos que era importante agarrar naquilo que era uma marca ao longo da história do nosso concelho, a Vitela Assada à Moda de Fafe, a Justiça de Fafe e na vertente desportiva o rali. Daí termos feito o Festival da Vitela Assada à moda de Fafe que tem sido um sucesso crescente. E por outro lado no que diz respeito à Justiça de Fafe, às vezes mal interpretada, surgiu o‘Terra da Justa’ que é um evento que veio para ficar e teve uma projecção enorme”. Não revela contudo, para já, como será a edição deste ano. Diz apenas que “irá surpreender”.
Uma entrevista onde justifica as razões para o Município continuar a apostar no projecto ‘Fafe Cidade das Artes’, tendo este ano como novidade a área dos fantoches e de pequenos espectáculos nas freguesias. O vereador da Cultura assegura que é um projecto que existe “para ajudar e para colaborar com as associações e com os cidadãos. Não é propriamente uma associação fechada em si própria que tem um subsídio muito alto. Este projecto existe para apoiar os projectos das nossas associações e não para lhes fazer concorrência. No dia em que uma associação precise do apoio do projecto seja para ajudar a conceber figurinos, para ter ali alguma formação na área da encenação, quando isso não acontecer, eu tenho que saber porque corrige-se imediatamente”, declara. Admitiu ainda que “temos em Fafe um universo de pessoas com interesse na participação, seja cultural, seja desportiva, extraordinária. E está a acontecer uma outra coisa que eu aplaudo que é o trabalho em conjunto das associações”. No campo desportivo, Pompeu Martins explica como é que é que se processa a atribuição de subsídios às colectividades, coloca de parte a construção de um novo Estádio Municipal, assegurando ser mais urgente ter um anova piscina. “Efectivamente enquanto que no Estádio Municipal temos tido condições para receber as pessoas que vêm assistir aos jogos, tem havido capacidade, nos seu três campos, de ter as diferentes áreas de formação, na Piscina Municipal o que existe é uma constatação que não chega para as encomenda, daí que se justifica de facto pensar em construir uma nova piscina. Estamos a arranjar a forma mais rentável para o município para fazer esse projecto que será de elevado investimento”. A mesma questão, disse, levanta-se com a prática do ténis “porque não temos campos de ténis cobertos. Estamos a trabalhar nisso”.
Por último, na área da Educação Pompeu Martins diz que em breve abrirá o concurso para avançar com os projectos para a requalificação da Secundária e da Carlos Teixeira.
A liderar a Comissão Administrativa do PS, Pompeu Martins não assume se avança como candidato nas eleições da concelhia do partido. “O que posso dizer é que o que está no meu pensamento é perceber se é útil ou se não é útil que haja uma solução dessa natureza. Poderá acontecer mas ainda é prematuro falar disso”, disse.
Sobre Raul Cunha, considera que “está a ser um presidente de Câmara com uma visão sobre o desenvolvimento concelhio extraordinária. Tem uma coragem política que eu considero rara. Tem um nível de cosmopolitismo que já não via há mais de 100 anos e uma sensibilidade social muito apurada, e de justiça. Tendo estas características todas naturalmente que faz com que de facto, não só para nós que trabalhamos directamente com ele, mas para os fafenses, tenha sido uma surpresa enorme, positiva”. Diz que gostava de o ver avançar com uma recandidatura à Câmara e que o apoiará. “Estarei sempre ao lado do Dr. Raul em qualquer cenário porque entendo que é uma questão de justiça pelo esforço enorme e dedicação que tem tido a abraçar esta causa que, como todos sabem, não precisava minimamente de ter esta missão, aceitou e esta a faze-lo com elevado grau de dignidade e de entrega”.
Uma entrevista para ler na íntegra na edição da semana que está nas bancas.

